Sempre fui o técnico da família.
Por trás da SCF Nexus está um percurso com duas metades que nunca se largaram: a do Direito e a da tecnologia.
A tecnologia veio primeiro
Comecei cedo. O primeiro computador foi um 386 DX2. Nele aprendi as linhas de comando do DOS e do Windows 3.1 com dez, doze anos. Aos treze montava e desmontava a máquina inteira. Aos quinze estudava HTML sozinho e acedia às BBS, a internet de antes da internet. A tecnologia foi, desde sempre, a minha língua materna.
Depois veio o Direito, e a tecnologia ficou
Em 2002 houve uma bifurcação. Fui aprovado em Ciências da Computação na PUC-Rio, mas acabei matriculado em Direito. Numa família onde o Direito era quase o caminho natural, com um irmão já promotor e outro a caminho, foi o Direito que falou mais alto na hora de decidir. A tecnologia, porém, não foi a lado nenhum. Por essa altura montei, com um colega, uma empresa de informática, onde vendíamos hardware e software, dávamos assistência e montávamos pequenas redes. Formei-me em Direito e passei na OAB, mas em casa continuei a ser sempre o técnico da família, mesmo durante todos esses anos dedicados ao Direito.
E foram anos a sério
Construí a carreira na área estratégica. Primeiro em Direito Imobiliário, Contratos e Sucessões, depois também no Tributário. Casos complexos, de alto valor, onde aprendi a desmontar problemas difíceis com o mesmo método com que, em miúdo, desmontava computadores.
As duas metades voltaram a encontrar-se
E de propósito. A partir de 2018 retomei o estudo formal de tecnologia. Em 2021, ao mudar-me para Portugal, tirei a certificação profissional da Google em suporte de sistemas e, a seguir, entrei no mestrado em Direito e Informática da Universidade do Minho, exatamente na fronteira onde os meus dois mundos se cruzam. A SCF Nexus é essa fronteira, finalmente com nome: o ponto onde o jurista e o técnico, que sempre foram a mesma pessoa, trabalham juntos.
Como trabalho
De forma preventiva e consultiva. Prefiro que os problemas não aconteçam a passar a vida a apagar incêndios. Prefiro clareza a jargão. E porque vivo entre o Brasil e Portugal, entendo na prática as empresas que operam nos dois lados, e as duas leis, RGPD e LGPD, que têm de cumprir ao mesmo tempo.